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Noticias, dicas e informaçoes sobre o violao brasileiro e internacional. e-mail: paginadoviolao@bol.com.br Lista de Discussao: http://br.groups.yahoo.com/group/ paginadoviolao/

 

quarta-feira, março 03, 2004

 
Novo CD de Badi Assad

Badi Assad está lançando o cd "Dança das Ondas" pela GHA records, onde ela relança 8 faixas de seu primeiro álbum "Dança dos Sons", lançado apenas em LP em edição limitada em 1989 e apresenta 4 novas faixas: Ondas, Asas da Pan Air, Vrap e Joana Francesa. Badi estará se apresentando no dia 23 de Março no CCBB, no Rio de Janeiro.

1. ONDAS * 03 :42
Badi Assad

2. BALLADA DE LA DONCELLA ENAMORADA 05:31
Leo Brouwer

3. ASAS DA PAN AIR * 04 :38
Milton Nascimento & Fernando Brant (arr. Carlinhos Antunes)

4. LA HUIDA DE LOS AMANTES POR EL VALLE DE LOS ECOS 04:52
Leo Brouwer

5. VRAP * 03 :54
MarcosFerreira (arr. Badi Assad)

6. PRELÚDIO E TOCATINA 02:55
Sérgio Assad

7. JOANA FRANCESA * 04 :47
Chico Buarque (arr. Sérgio Assad)

8. PRO MEU PAI TOCAR 04:24
Sérgio Assad

9. SAUDADE N° 3 06:00
Roland Dyens

10. VALSEANA 02:53
Sérgio Assad

11. DRUME NEGRITA 03:08
Cuban folk song

12. CANÇO DEL LLADRE 01:58
Catalan folk tune




quarta-feira, novembro 19, 2003

 
FESTIVAL VILLA LOBOS APRESENTA

ALEXANDRE GISMONTI, violão

Participação Especial
Marcos Passos, clarineta

Sala Cecília Meireles
21/11 - Sexta-Feira às 19h

No programa,

Egberto e Alexandre Gismonti,
e releituras de Villa Lobos


Produção

Criarte Casa de Arte & Cultura
ONG educacional e artística
Rua José Clemente, 30 2o Andar- Centro - Niterói
Tel: 2719-6405 - 2620-2487
www.go.to/criarte
criartecac@bol.com.br




terça-feira, novembro 18, 2003

 
O Choro de todos os tempos por grandes intérpretes da atualidade

Terças-feiras as 20:30 horas no Teatro Clara Nunes
Do dia 18 de Novembro ao dia 16 de Dezembro

Saiba como nasceu a música da nossa cidade!
Conheça grandes compositores do século XIX como: Henrique Mesquita, Chiquinha Gonzaga, Joaquim Callado,
Viriato Figueira, Galdino Barreto, Satyro Bilhar,
Mário Álvares, Pedro Galdino, Ernesto Nazareth,
Anacleto de Medeiros, Irineu de Almeida, Frederico de Jesus,
Albertino Pimentel, Candinho Trombone e Henrique Dourado
E compositores contemporâneos como: Mauricio Carrilho, Cristóvão Bastos, Pedro Amorim,
Luciana Rabello e Álvaro Carrilho.

Tocados pelos músicos: Adamo Prince, Anna Paes, Álvaro Carrilho, Celsinho Silva, Cristóvão Bastos, Jayme Vignole, Jorginho do Pandeiro, Kiko Horta, Luciana Rabello, Marcelo Bernardes, Mauricio Carrilho, Paulo Aragão, Pedro Amorim, Pedro Paes e Rui Alvim.

Ingressos na bilheteria R$ 15,00
Venda antecipada R$ 10,00 (na própria bilheteria, nos outros dias da semana)
Venda especial R$ 40,00 pacote de ingressos para os 5 espetáculos

Endereço: Shopping da Gávea - 3º andar - Rua Marques de São Vicente, 52 - Gávea
Estacionamento no local


Telefone: 2274 9696 A bilheteria abre de terça a domingo, às 15 horas.
Depois do show, teremos nosso bar funcionando e uma roda de choro com convidados especiais a cada dia!





sexta-feira, novembro 14, 2003

 
Festival Villa-Lobos Sala Cacília Meireles - Rio de Janeiro

17/11 – Trio D’Ambrósio (violino, piano e harpa)– 19:00 h

18/11 – Encontro de Corais (Coral dos Regentes, Coro S. Vicente a Cappella e Orfeão Carlos Gomes) – 14:30 h

18/11 – Os Villa-Lobinhos (baixo, flauta, violão, cavaquinho, saxofone e bateria – tocam o Guia Prático de Villa-Lobos) – 19:00 h

19/11 – Novos Compositores da Música Brasileira - Edu Kneip (violão), Alexandre Caldi (saxofone) e Alexandre Froes (piano) – 19:00 h

20/11 – Leandro Carvalho (violão) e Britton Quintet (2 violinos, viola, violoncelo e contrabaixo)– 17:00 h

21/11 - Alexandre Gismonti (violão) – 19:00 h

22/11 - Orquestra Petrobras Pró-Música e Fábio Zanon (violão) – Concerto para Violão e Orquestra de Villa-Lobos - 16:00 h

Ingressos a R$5,00

 
Evento a céu aberto reune dezenas de estilos musicais em Santa Tereza, Rio de Janeiro

Durante o fim de semana de 15 e 16 de novembro, praças, ruas, garagens, sacadas e, principalmente, varandas do bairro de Santa Teresa, no Rio, serão transformados em palco de um grande festival de diversidade musical, com as apresentações de cerca de 20 grupos das mais variadas tendências. Denominado Música na Varanda

Programação - Música na Varanda Novembro de 2003

Sábado 15/11

Casa de Cultura Rio
Aulas Abertas de violino 8h
Ensaio Aberto de violino 10h

Largo dos Guimarães
Jenipapo 14h
Rio Maracatu 15h30
Coral Vozes do Morro 17h30

La Vereda - Artes e Semelhantes
Willians Pereira e Marianna Leporace 15h30

Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
Jose Izquierdo Rumba y Bata 15h
Yuri Poppof e a Divina Folia 18h

Largo das Neves
Catimbó 20h30

Espaço Iniciativa Jovem
Wagner Bittencourt e Thiago Ferreira 22h

Domingo 16/11

Curvelo
É com Esse que Eu Vou (roda de samba) e convidados 11h
É do Pandeiro 14h
Cia Rubens Barbot - Dança Afro15h

La Vereda - Artes e Semelhantes
Novos Compositores das 15h às 18h
Paloma Espínola, Thiago Amud , Edu Knaip, Francisco Vervloet

Largo dos Guimarães
Regina Rocha e Banda Tiragosto 17h

Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
Sarau do Laurinda - música, dança, teatro e poesia
abertura Vozes do Morro 17h
encerramento Dona Sú do Jongo 21h

Espaço Iniciativa Jovem
Márcio Bragança 21h

Largo das Neves
Camerata de Santa Teresa 18h
Luiz Eduardo Castelões, Alexandre Fenerich e Daniel Quaranta - música eletroacústica 20h




sexta-feira, novembro 07, 2003

 
Dança dos tons - Badi Assad - Crescente - 1989

Após começar seus estudos de piano aos oito anos, Badi decide migrar para o violão aos catorze, inicialmente acompanhando o bandolim de seu pai nos choros. Do choro ao violão de concerto foi um pulo, graças à tutela de seu irmão Sérgio, que inclusive foi um dos primeiros a observar o talento vocal de Badi e apoiá-la nesse caminho. Na adolescência, dedica-se então a uma carreira promissora de concertista, ganhando em 1984 o Concurso Jovens Instrumentistas, participando da Orquestra de Violões de Turíbio Santos em 1986 e formando com sua futura cunhada - esposa de Odair -, a violonista belga e produtora musical do selo GHA Françoise-Emmanuelle Denis o Duo Romantique. Sua primeira experiência fora do âmbito da música de câmara é a participação no musical Mulheres de Hollanda, escrito por Tatiana Cobbett e baseado no cancioneiro de Chico Buarque.

Finalmente em 1989, aos 22 anos de idade ela lança seu primeiro disco, Dança dos Tons, gravado pela Crescente Produções Artísticas e com direção artística de Sérgio Assad, que aliás se encarrega da maioria dos arranjos, além da participação especial de músicos como Paulo Bellinati, Israel de Almeida (irmão do bandolinista Izaías) e Toninho Carrasqueira, entre outros. Este LP é uma raridade, pois teve a tiragem limitada de 2 mil cópias e até agora nunca foi lançado em CD:

 
Nonato Luiz lança partituras de sua Suite 6ª em Ré nº2

A música de Nonato Luiz tem algo de erudito e de popular; tem o encanto do contraponto barroco e a magia da cor nordestina; tem o espanto da harmonia moderna e a suavidade da canção. Poucos compositores têm a competência de juntar tudo isso e transformar um sentimento de vida em soluções estéticas para o violão. Se o violão é o nosso instrumento mais popular, em contrapartida, é um instrumento para o qual pouco se compõe, dada a sua dificuldade técnica. É como se o violão só servisse para "acompanhar um canto, ou outro instrumento solista".



terça-feira, novembro 04, 2003

 
Uerj Clássica : Os Violonistas


Paulo Pedrassoli e Fabio Zanon num programa memorável

Parte I
H. VILLA-LOBOS - 12 Estudos para violão
(Paulo Pedrassoli – violão)

Parte II
F. MIGNONE - 12 Estudos para violão
(Fabio Zanon – violão)


Here we have not one but two Brazilian virtuosos who have
recorded the complete solo works – and both play them brilliantly.

THE ABSOLUTE SOUND

Quarta-feira, 5 de novembro de 2003, às 18:00
Teatro Noel Rosa (Campus da UERJ – próximo ao portão 7 – estação Maracanã do metrô)

ENTRADA FRANCA


 
Encuentro Internacional de Guitarra - Guitarra&Luz Guitar Series

Texto de Moisés Lopes

"Encuentro Internacional de Guitarra - Guitarra&Luz Guitar Series" - ocorrido nos dias 29, 30 e 31 de outubro, na sala Agustín Barrios - Centro Paraguayo Japonés, en Asunción, Paraguay.

Na edição de 2003 o evento destacava o trabalho de autores paraguaios e estrangeiros que contribuem para o desenvolvimento do repertório violonístico, e o homenageado do evento foi o compositor argentino JORGE CARDOSO. Na noite de encerramento apresentaram-se o duo GUSTAVO E KARINA VERA (violão e flauta, do Paraguay), o TRIO CARDOSO (trio de violões da Itália), e a CAMERATA ALMA BRASILEIRA (de Porto Alegre, Brasil) encerrou o evento.

A apresentação do TRIO CARDOSO foi de tirar o fôlego. Os três violonistas mostraram grande entrosamento e interpretações prá lá de requintadas. Tocaram obras gravadas de seu último CD, chamado "Tanghi & Milonghe". Outras informações podem ser encontradas no site oficial do trio: www.triocardoso.com.

A CAMERATA ALMA BRASILEIRA executou os arranjos que farão parte da segunda etapa de gravação do seu CD "Deixa Assim...". O grupo brasileiro foi muito bem recebido e teve que voltar ao palco para bis. Outras informações pode ser encontradas no site oficial do grupo: www.almabrasileira.mus.br.

Após a apresentação da CAMERATA, o público solicitou a presença de LUZ MARÍA BOBADILLA e JORGE CARDOSO(homenageado do evento), que subiram ao palco e interpretaram algumas obras de autoría deste.

O Guitarra y Luz Guitar Series teve a direção artística de Luz María Bobadilla e a coordenação de Tania Ramos.



quinta-feira, outubro 30, 2003

 
Perfil de Gamela publicado no Correio Brasiliense

Texto de Christiana Suppa

Ele foi o professor de violão de músicos que começaram a vida artística em Brasília e hoje fazem sucesso mundo afora

Herbert Vianna, Cássia Eller, Dado Villa-Lobos, Zélia Duncan, Rosa Passos, Nelson Faria, Paulo Ricardo, Lula Galvão, Daniel Santiago, Hamilton de Holanda, Márcio Faraco. O que esses músicos têm em comum? Todos foram alunos do Gamela, o professor de violão mais respeitado de Brasília (provavelmente do Brasil, na opinião unânime dos pupilos). Seus ensinamentos transcendem a música. Formou músicos e cidadãos e tornou-se para muitos um verdadeiro guru. Mais do que tocar, Gamela ama ensinar e acredita que a arte molda a vida.

A aparência frágil não faz justiça ao talento desse violonista. Gamela tem pouco mais de um 1,70 metro e pesa 57 quilos. Por conta de um câncer, já retirou dois metros de intestino, quase não tem estômago. Também teve duas hérnias de disco, artrose e fratura de medula. Fez três cirurgias espirituais com o Doutor Valentim, do Gama, e ficou cinco meses internado no Hospital Sarah Kubitschek. É mais ‘‘fluido do que carnal’’, como gosta de repetir. Anda com dificuldade e está reestabelecendo os movimentos da mão direita, esmagada por uma máquina de Raio X.

Já tocou em bares, bailes, orquestras, na zona, em cima de telhado. Quando não está tocando, está pensando em música. Vive a música 24 horas e um minuto. Também acompanhou artistas famosos como Silvinha Teles, Ivon Cury, Marisa Gata Mansa, Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Dalva de Oliveira e Peri Ribeiro. Aos 60 anos, sem tocar há quase três, só agora começa a retomar o violão. Ao mesmo tempo em que trabalha na elaboração de seis livros didáticos, fortalece os músculos com a ajuda de um aparelho de fisioterapia para encarar o próximo desafio: gravar, no início do ano que vem, um disco com o amigo gaitista Maurício Einhorn.

Falante, não lhe faltam histórias para contar. Todas alegres e divertidas. A memória é fantástica, com precisão de datas e detalhes. Lembra dos músicos que acompanhou, das orquestras em que tocou e até de quando era esportista. A amizade com grandes nomes da MPB, como Baden Powell, também está sempre na pauta. Nas aulas de uma hora, só ensina nos primeiros dez minutos. O resto do tempo passa conversando sobre a natureza, o vento, os pássaros. Filosofando sobre vida e música. Os alunos é que vão a sua casa. As aulas são na sala, com a televisão ligada e, quase sempre, acompanhada por bicões. ‘‘É para eles aprenderem a se concentrar’’, justifica.

Exigente, nunca elogia os alunos. Nem os melhores. Quando diz que o som ‘‘tá uma m...’’, já é um bom sinal para eles. Quando dorme durante a aula, então, é a glória. Sinal de que os acordes estão no tom certo. Fala até dormindo: ‘‘Sobe o baixo’’ é uma das frases mais ouvidas pelos alunos. Até hoje pega no pé do violonista Nelson Faria e do guitarrista Lula Galvão. Puxa a orelha, critica e dá conselhos quando acha que eles estão na direção errada.

Nem quando esteve internado no hospital, perdeu o bom humor. Com o quarto cheio de amigos, conversando como se estivessem na mesa de um bar, ele gritava para a enfermeira: ‘‘Desce mais uma dose de morfina aí’’. Ele tomava quatro por dia.

Os amigos são seu grande tesouro. Eles só têm elogios para o mestre. ‘‘Me sinto privilegiado de ter podido estudar com ele e até hoje desfrutar de seu conhecimento’’, revela Nelson Faria, que acompanha o cantor João Bosco em turnê pela Europa. ‘‘Ele é o Joe Pass brasileiro’’, compara a cantora Rosa Passos. ‘‘A maneira dele tratar a música, fazendo analogias com a realidade, é muito especial’’, constata Daniel Santiago, que atualmente está dirigindo o show da cantora Mariana de Moraes, neta do Poetinha.

Foram esses amigos que além de o ajudarem financeiramente durante quase um ano — quando esteve impedido de dar aulas —, fizeram Gamela suportar os cinco meses de internação.

Casado e pai de duas filhas, mora extra-oficialmente em Brasília há 32 anos. A residência oficial fica em Anápolis, onde mora a família. Passar quatro dias por semana em Brasília e os outros três em Goiás foi a forma que encontrou para manter o casamento de quase 40 anos.

NO CEMITÉRIO O paulista Sidney Barros não atende pelo nome. Recebeu o apelido Gamela aos 7 anos, quando ainda morava em Barretos, onde nasceu e onde o pai tinha uma tinturaria e chapelaria. Muito magrinho, certo dia um vizinho o viu comendo e disse à mãe: ‘‘Tem que botar esse moleque pra comer numa gamela’’. O apelido pegou. Anos mais tarde, foi conferir no Aurélio o significado do codinome. Travessa de madeira, tribo de índio e professor sem diploma. ‘‘Não é que deu certo?’’, surpreende-se. Sem nunca ter estudado música — tudo que sabe descobriu sozinho — já deu aula e formou muitos professores e instrumentistas.

Criticar faz parte da personalidade. Ele fala mal de todo mundo:
Tom Jobim, Djavan, Gilberto Gil, Chico Buarque e até dele mesmo. Uma vez perguntou a Dado Villa-Lobos, ex-Legião Urbana, e a Herbert Vianna, do Paralamas do Sucesso, se eles sabiam quando tocariam bem. Ele mesmo deu a resposta: ‘‘Daqui a vinte encarnações. Isso se eu tiver paciência pra vir junto ensinar’’. Já o Oswaldo Montenegro não durou muito tempo como seu aluno: ‘‘Mandei ele embora’’.

A música fez parte da vida de Gamela desde cedo. Cresceu ouvindo Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan na casa do vizinho Velú. Mas o dia que ouviu João Gilberto mudou tudo. Pela primeira vez teve vontade de tocar um instrumento. Tinha 15 anos e o único que conhecia era o violão Del Vecchio 7 bocas em que o vizinho tocava as músicas do Trio Los Panchos. Perturbou tanto que o pai lhe prometeu o instrumento de presente de aniversário. Mas tinha pressa, não podia esperar. Trabalhou feito um louco a madrugada inteira na confecção de chapéus e conseguiu com o pai o dinheiro para realizar o sonho.

Dinheiro na mão, correu para a loja do Seu Caetano. Quando o comerciante brincou dizendo que já tinha vendido o instrumento, Gamela chorou feito criança. Comovido, Seu Caetano lhe vendeu o Del Vecchio pela metade do preço e não ficou surpreso ao ver, apenas seis meses depois, o rapaz tocando na orquestra de Rio Preto, terceiro centro musical do país na época. Autodidata, ele se virava como podia.

As coisas vão acontecendo sempre ao seu tempo na vida de Gamela. Foi assim quando ele substituiu um músico no clube de Barretos e recebeu o convite para tocar na orquestra de Rio Preto. Também foi por acaso que Gamela se mudou para Goiânia, em 1966, onde trabalhou numa emissora de TV que pegou fogo. A solução foi dar aulas de violão, e assim ele abriu sua primeira escola de música.

Espírita, ele sabe muito bem qual é sua missão na Terra e diz que ainda precisa viver muito para cumpri-la. Seu lema é não esmorecer para não desmerecer. Assim, vai levando a vida com simplicidade, sem nenhum luxo. Já perdeu as contas dos músicos que formou e das aulas que deu de graça. Sucesso para ele é estar satisfeito com a vida e ter os amigos que tem. Não toca pelo dinheiro, mas por prazer. ‘‘Se eu fosse cobrar dos meus alunos o que passo pra eles, estaria milionário’’, brinca.

‘‘O João Bosco não seria o que é sem o Nelson Faria, nem o Guinga, sem o Lula Galvão.’’

‘‘Falei uma vez pro Márcio (Faraco): Você não vai ser nem violonista, nem guitarrista, nem cantor, nem compositor. Vai ser um pouco de cada.
Não deu outra.’’

‘‘A Cássia Eller era uma pessoa que eu admirava porque ela era o que era. Nunca escondeu de ninguém.’’


 
Recitais de Paulo Pedrassoli em novembro no RJ

Dia 4 terça-feira às 12:30h e 18h, a CAMERATA DE VIOLÕES CBM (Paulo Pedrassoli, Gaetano Galifi, Bruno Correia, Lenine Vasconcellos, Valmyr de Oliveira, Rogério Borda, Antônio Mello e Artur Gouvêa) se apresenta no Centro Cultural Justiça Federal, no centro. No programa, uma homenagem a Lorenzo Fernandez, no dia em que ele completaria 106 anos. O CCJF fica na Av. Rio Branco, 241(Cinelândia). Ingressos no local. (Tel. 3212-2588)

Dia 5 quarta-feira às 18h, Paulo Pedrassoli recebe Fábio Zanon na série “Os Violonistas” da UERJ CLÁSSICA. No programa, verdadeiras obras primas do repertório violonístico brasileiro: os 12 Estudos de HEITOR VILLA-LOBOS e os 12 Estudos de FRANCISCO MIGNONE, na interpretação de Pedrassoli e Zanon, respectivamente. O recital acontece no Teatro Noel Rosa (campus da UERJ – próximo ao portão 7 – estação maracanã do metrô). ENTRADA FRANCA.

Dia 9 domingo às 17h, no Museu Imperial de Petrópolis (Rua da Imperatriz, 220), Paulo Pedrassoli faz recital em homenagem ao grande compositor petropolitano CÉSAR GUERRA-PEIXE, com a participação do jovem talento Gabriel Rocha Pitta. No programa, obras de Guerra-Peixe, Villa-Lobos e José Vieira Brandão. ENTRADA FRANCA e transmissão AO VIVO pela Internet no site www.museuimperial.gov.br

Dia 11 terça-feira, às 12:30h e 18h, a CAMERATA DE VIOLÕES encerra temporada no CCJF (ver dia 4).

Dia 13 quinta-feira, às 19h, é o dia dos violões na XV BIENAL DE MÚSICA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA. É a primeira vez que a organização do evento se vê obrigada a dedicar um programa inteiro ao violão, tal o volume de obras inscritas este ano. Excelente sinal de que o violão no Brasil está mais vivo que nunca! O recital acontece na Sala Cecília Meireles e conta com a participação dos violonistas Paulo Pedrassoli, Nicolas de Souza Barros, Maria Haro, Bruno Correia, Artur Gouvêa, Antônio Mello, Gaetano Galifi, Fabio Adour, Rubens Tubenchlack, quinteto “A Camarilha”, além de Colin Benn (viola), Carlos Soares (sax), Flavio Henrique Medeiros (bandolim), Laura Rónai e Carlos Almada (flauta), que tocarão obras inéditas de compositores brasileiros.

Dia 16 domingo, às 16:30h, Paulo Pedrassoli e Sara Cohen (piano) fazem estréia da Suíte para Piano e Violão de Daniel Puig, na BIENAL (Sala Cecília Meireles).



terça-feira, outubro 21, 2003

 
Mestre do choro, Jacob do Bandolim tem obra recriada em disco duplo

Jacob do Bandolim deu identidade nacional ao instrumento que adotou até no sobrenome artístico. Além de consolidar o bandolim como instrumento solista na música brasileira, Jacob ainda se firmou como magistral compositor de choro. Ao morrer, em 13 de agosto de 1969, o músico carioca deixou rico legado musical – recriado no disco duplo Ao Jacob, seus Bandolins, lançado esta semana pela gravadora Biscoito Fino.




 
Nova biografia sobre Villa Lobos

Acabou de sair pela Editora FGV o livro Heitor- Villa-Lobos, onde seu autor, Paulo Renato Guérios, faz uma imersão pela trajetória de vida do compositor o mais desvinculada possível do personagem criado por outras biografias, críticos e até pelo próprio Villa. Para obter esse resultado, ele se apoiou na pesquisa dos diversos contextos sociais vividos por ele.



terça-feira, setembro 16, 2003

 
I Simpósio Internacional de Música Brasil/Alemanha

Contando com a participação dos mais importantes professores da Europa e do Brasil, o I Simpósio Internacional de Música Brasil/Alemanha divide-se em duas partes. Na primeira serão realizados masterclasses, workshops, conferências, mesas, além de apresentação de pesquisas em comunicações coordenadas e concertos dos professores. A partir do dia 26 até 30 de outubro, realizar-se-á uma série de concertos com alguns dos guitarristas participantes do evento.

 
Gabriel Improta lança seu primeiro cd solo

Gabriel acaba de lançar seu primeiro CD solo, "É o Violão do Brasil", que conta com a participação de alguns dos mais importantes instrumentistas do país como Robertinho Silva, Carlos Malta, Ney Conceição e Duduka da Fonseca entre outros. O CD teve direção musical do violonista Marco Pereira que diz sobre o trabalho " A escolha dos músicos e arranjadores que participaram do CD não poderia ter sido mais feliz. Os arranjos são todos de extremo bom gosto sem nunca haver apelo ao virtuosismo fácil mas sim à relação harmônica e à união dos significados entre o arranjo original para violão e seus desdobramentos." Veja resenha (em inglês)

 
Songbook João Bosco


A editora Lumiar está lançando o songbook João Bosco que traz 131 canções além de 3 cds com boa parte da nata da MPB. Veja mais.



segunda-feira, setembro 08, 2003

 
Congresso de Música Instrumental Brasileira

Temos o prazer de confirmar a realização do CONGRESSO DE MÚSICA INSTRUMENTAL BRASILEIRA, de 4 a 7 de novembro de 2003, no SESC Vila Mariana, em São Paulo. Um evento da Textos & Idéias (www.textoseideias.com.br).
Será a maior radiografia da Música Que Se Faz no Brasil. Buscamos soluções criativas e de mercado em Palestras, Workshops, e Espetáculos.
Uma comissão científica de notável experiência formata a programação definitiva, compondo com a agenda dos interessados. Quem não estiver na lista de participantes, como músicos ou palestrantes, poderá estar no Congresso como inscrito. Quem for indicado na programação e que, eventualmente, tiver feito inscrição, receberá seu dinheiro de volta.

Estão previstos mais de 25 espetáculos – formando A Maior Mostra da Música Instrumental Brasileira –, quase uma dezena de palestras/workshops e debates.

Simultaneamente à busca de patrocínios e apoios, iniciamos aqui a captação das inscrições, cujo número é limitado. Precisamos confirmar seu real interesse nesse evento.

A inscrição para os quatro dias de evento é de R$ 250,00 (duzentos e cinqüenta
reais), que pode ser paga à vista ou em duas parcelas iguais de R$ 125,00. Com vencimento em 15 de setembro e 15 de outubro. Depósito identificado no Banco Real agência 0793, conta corrente 4729434-6. (release do evento por Textos e Idéias)

 
Novos sites de violonistas

Os violonistas Alex Mesquita que acaba de lançar seu primeiro álbum solo "Curva do Tempo" ; Acácio Oliveira com seu novo cd "Un Elegant Recital" e Luiz Mantovani estão com novos sites.



segunda-feira, setembro 01, 2003

 
Lançada coletânea com gravações de Baden Powell na França

A Universal acaba de lançar o CD duplo "O Universo Musical de Baden Powell", que traz gravações feitas pelo violonista na França para os selos Barclay e Festival.

 
Novos sites de violonistas

Aliéksey Vianna é hoje um dos mais consagrados violonistas brasileiros de sua geração. Nos últimos cinco anos ele vem se destacando em diversos festivais de música erudita e popular por todo o mundo. Ele obteve o primeiro lugar em mais de uma dezena de concursos internacionais de violão, e muitos outros prêmios de prestígio no Brasil e exterior. Além disso, Aliéksey Vianna é o mais novo integrante do Quarteto Brasileiro de Violões. O outro novo site é do violonista Moacyr Teixeira Neto , autor do livro Música Contemporânea Brasileira para Violão que contém a catalogação de mais de trezentas obras para várias formações além de conter um histórico de seu desenvolvimento no século XX.




terça-feira, agosto 26, 2003

 
Paulo Bellinati grava novo cd com Harvey Wainapel

No último verão, enquanto ensinavam no California Brazil Summer Camp em Cazadero, o violonista Paulo Bellinati e o clarinetista Harvey Wainapel decidiram gravar um CD de choro. Eles pediram a músicos amigos para compor novas músicas para o duo, acrescentaram algumas de suas próprias criações, alguns choros que admiravam e gravaram tudo mês passado no Brasil.

 
Recitais de Paulo Pedrassoli esta semana no RJ

27 de agosto, quarta-feira, às 18:00, Paulo Pedrassoli recebe Guinga na abertura da série “Os violonistas”, da UERJ CLÁSSICA. O recital acontece no Teatro Noel Rosa, no campus da UERJ, com entrada franca. No programa, o encontro da música de Villa-Lobos (na interpretação de Pedrassoli) com o universo sonoro de Guinga, um dos mais representativos compositores da música popular brasileira atual, ele próprio intérprete de suas composições para violão solo. No fim, os dois violonistas celebram a tradição do violão brasileiro tocando juntos “Igreja da Penha” e “Dichavado”, de Guinga.

28 de agosto, quinta-feira, às 15:00h, o Duo Pedrassoli & Gouvêa toca no SESC- Niterói (R. Padre Anchieta, 56), com entrada franca. No programa, obras para dois violões de Radamés Gnattali e Astor Piazzola.

29 de agosto, sexta-feira, às 12:30h, Paulo Pedrassoli apresenta o recital solo “Caminhos do Violão Brasileiro”, com obras de Villa-Lobos, Guerra-Peixe, Vieira Brandão e Roberto Victorio, no Museu Histórico Nacional (Praça Quinze). A entrada é franca.






sexta-feira, agosto 22, 2003

 
Paulo Martelli se apresenta hoje na Sala Cecília Meireles (RJ)

Recital com Paulo Martelli, no programa obras de Geraldo Vespar, Egberto Gismonti e Astor Piazzolla, entre outros. Sala Cecília Meireles: Largo da Lapa 47, Centro - 2224-3913. Sex, às 19h. R$10.

 
Camerata de Violôes na rádio MEC-FM (Rio e Janeiro)


Nesta sexta-feira, dia 22 de agosto, às 17:00h, o programa SALA DE CONCERTO recebe a Camerata de Violões CBM num recital transmitido AO VIVO pela RÁDIO MEC-FM (Rio de Janeiro). Sintonize a MEC-FM (98,9 kHz) no horário mencionado.
No programa, só música brasileira. Obras de Mignone, Lorenzo Fernândez, Santoro, Cruz, entre outros.
“a Camerata exibiu trabalho interessantíssimo, acionando com flagrante resultado artístico oito violonistas: Paulo Pedrassoli (dir.), Gaetano Galifi, Bruno Correia, Lenine Vasconcellos, Valmyr de Oliveira, Rogério Borda, Artur Gouvêa e Antônio Mello.” TRIBUNA DA IMPRENSA - Carlos Dantas






quarta-feira, agosto 20, 2003

 
Novo cd do Trio Madeira Brasil com Guilherme de Brito

O patrimônio do samba Guilherme de Brito lança mais uma obra-prima. Como se alguma coisa que ele tenha feito não o fosse. "A Flor e o Espinho", título também de um dos seus maiores sucessos, tem a primorosa produção de Moacyr Luz, que teve a tremenda inspiração de convidar o Trio Madeira Brasil para compor esse trabalho. Com arranjos do próprio Trio, que toca em todas as faixas, a regravação de grandes clássicos de Guilherme ganham uma leveza sem igual.

 
Lançada nova bio-discografia de Django Reinhardt

Esta bio-discografiagrafia trás em um formato fácil e acessível toda as informações relevantes sobre o a vida e obra do músico de jazz francês Django Reinhardt. O texto é complementado com resenhas, cartas e outros documentos para melhor inserir sua obra no contexto da época.



sábado, agosto 16, 2003

 
Fábio Zanon se apresenta hoje no RJ

Apresentação do violonista, que interpretará os 12 estudos de violão de Francisco Mignone, raras vezes executados no país, além de obras de Domenico Scarlatti e Bach. Sala Cecília Meireles: Rua da Lapa 47, Centro - 2224-4291. Sábado as 20h. R$ 10,00.

 
Trio de violões reúne duas feras do jazz e a brasileira Badi Assad

Imagine juntar três virtuosos do violão que nunca se encontraram e aproveitar a acústica da igreja de St. Peter, em Nova York, para gravá-los. Essa foi a idéia da gravadora nova-iorquina Chesky quando reuniu os violonistas norte-americanos Larry Coryell e John Abercrombie e a brasileira Badi Assad. O resultado é o disco Three Guitars. Distribuidor no Brasil ver aqui.

 
Acordo histórico entre gravadoras nacionais e editoras de música

A burocracia diminui consideravelmente, basta receber a autorização das editoras, não é preciso mais negociar o preço faixa a faixa com diferentes editoras. Não será mais preciso empatar capital ainda na fase de produção, podendo pagar somente depois que os discos forem vendidos (caso o sejam). Isto permitirá a produção de mais discos, talvez até mais ousados artisticamente. Os instrumentistas que não são compositores, serão os grandes beneficiados, já que muitas vezes para lançar seus CDs precisam recorrer a um repertório de segunda linha.



terça-feira, agosto 12, 2003

 
Novo cd de Badi Assad com Larry Coryell e John Abercrombie

Badi Assad está lançando o seu novo cd "Three Guitars" em que se apresenta acompanhada de Larry Coryell e John Abercrombie. O cd apresenta composições próprias, sendo as de Badi totalmente inéditas. Os músicos tocam em trio e em duo, com Badi ficando responsável pela percussão e vocalises. Pequenos trechos das músicas podem ser ouvidos aqui.




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